Entrevista à revista E, do Expresso

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As mãos não chegam para as encomendas das estilistas de vestidos de noiva por medida. Joana Montez só atende por marcação. No seu ateliê em Cascais, todos os anos está exposta a coleção que desenha – algo que fa desde 1995, quando abriu portas pela primeira vez. Aos 43 anos, esta designer conhece muito bem o mercado e tem uma forte procura, dentro e fora de Portugal. “É o design que faz com que as noivas me procurem”, acredita. “30 a 35% das minhas noivas vivem no estrangeiro e fazem um esforço enorme para vir cá fazer provas.”Apesar de haver muitas opções no mercado, o estilo e o traço de Joana Montez atraem muitas mulheres. E o preço não é impedimento. Os vestidos de coleção de Joana ficam entre os €2600 e os €3200, e os feitos à medida podem cifrar-se entre os €2600 e os €5000 ou €6000, dependendo dos materiais e das aplicações, todas feitas à mão. O exclusivo paga-se, e “o serviço personalizado é cada vez mais valorizado”, reconhece Joana. “Eu não faço cópias – nem nacionais nem internacionais”, assume, com pena de ver que nem todas as estilistas se pautam pelo mesmo código ético.

“Um vestido de noiva é provavelmente a peça mais difícil de confeccionar. É preciso saber fazer”, defende. E há fatores que fazem a diferença, como o conforto. “Um vestido meu não pesa mais dois quilos. hoje, no mercado, ainda há vestidos que pesam 20…” Quem procura um vestido com a assinatura Joana Montez quer um “vestido mais boémio, de silhuetas descontraídas, tecidos fluidos, muito feminino”, considera a estilista. Os folhos e a musselina de seda são os seus tecidos preferidos, e este ano vai estar em voga o “marrocain de seda”. Joana borda muito à mão, recorta rendas. Gosta de comprar “rendas em Itália”. De resto, tem “muitos fornecedores no estrangeiro”. Há 15 anos que desenha a sua coleção de vestidos de noiva, e portanto tem uma identidade bem definida. Para ela, a questão das “cópias” é “bastante premente no mercado nacional”, e aconselha os novos valores do mercado a encontrarem a sua identidade, em vez de se inspirarem demasiado nas coleções dos outros.

 

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